Doce pássaro
de alegre cantar
Retoma o teu voo
de volta ao mar
Planando sobre o azul
Respiras a eternidade
Daquele que vivendo
no seu tempo
desconhece a pressa.
[fotografia e texto Maria Margarida]
Oh lar! Doce lar! Onde ficaste tu, sossego
do meu amparo! Em que melancólica paisagem te
deixei adormecer?...
Como te transformei eu,
neste delírio extremo
de embriaguez
e finos véus?
Que povo mudo poderá saudar o seu rei no regresso do exílio?
O céu inundou o teu leito e tu nada soubeste criar.